
Em plena campanha pelo Tricampeonato Estadual, o Vitória comemora o quinto aniversário do seu segundo Tri Baiano. O primeiro foi conquistado sob a batuta de Adoilson e cia entre os anos de 1995 e 1997.
O segundo aconteceu no dia 18 de abril de 2004, coroando as campanhas de 2002, com André e Aristizábal, de 2003, com Nádson, Dudu Cearense e Zé Roberto, e a de 2004, que contou com os pentacampeões mundiais Edilson e Vampeta. Em 2005, chegamos ao Tetra, mas ai é outra história.
Ano de “altos e baixos” o de 2004. Um primeiro semestre esplêndido, com a chegada de Edílson e Vampeta, a disputa das semifinais da Copa do Brasil, e a conquista do tricampeonato estadual. O segundo semestre, um desastre, com o rebaixamento à 2ª Divisão do Campeonato Brasileiro.
A conquista do tricampeonato foi sem contratempos. Disputando a Copa do Brasil de forma simultânea, e se preparando para a disputa do fatídico Brasileirão 2004, o Vitória não teve adversários no Estadual. Nem a derrota para o Bahia por 1x0 abalou o Rubro-Negro, que só precisou de quinze dias para dar o troco. No dia 15/2, o Barradão lotou para a apresentação de Edílson e Vampeta, e a torcida rubro-negra pôde vibrar com o 2x0 diante do rival.
Foram 11 jogos, dois meses e meio, sem conhecer uma derrota no Baianão, culminando com um 5x0 na Catuense em plena etapa semifinal, e com o título em cima do maior rival depois de quatro anos. Após derrotar o Bahia por 3x1 na final do Campeonato de 2000, o Vitória havia deixado escapar o título no ano seguinte, e conquistado os de 2002 e 2003 em cima do Fluminense e da Catuense, respectivamente.
Com uma campanha superior ao longo do Estadual, o Rubro-Negro entrou na decisão com a vantagem de atuar por dois resultados iguais, fazendo a segunda partida no “santuário rubro-negro”. Após empatar com o Bahia em 1x1 na Fonte Nova, o Vitória tinha mais um importante compromisso, três dias depois, pela terceira etapa da Copa do Brasil. O Vitória foi a Porto Alegre e, assim como no Campeonato Baiano, empatou em 1x1 com o Internacional, trazendo para Salvador a vantagem de atuar por um 0x0 e seguir adiante na competição.
Enquanto o adversário descansava na semana de Ba-Vi´s, o Vitória voltava do Sul para encarar o segundo jogo decisivo. E a escrita, “viva” desde 1998, foi mantida. Jogo no Barradão, “é do Leão”. O gol de Arivélton sacramentou o 21º título baiano do Rubro-Negro, o 9º na “Era Manoel Barradas”.
No elenco, o Vitória manteve a prática dos anos anteriores. Uma mescla de jovens valores da base, com experientes, e muitas vezes consagrados, jogadores. Para o lugar de Dudu Cearense, a diretoria rubro-negra trouxe Cléber, jovem promessa do Sport (PE), que ficaria somente até o fim da temporada, e seria negociado para o mesmo clube de Dudu, o Kashiwa Reysol, do Japão. Retornavam ao clube, após período de empréstimo, o meia Dejair Brasília e o atacante Leonardo. Nenhum dos dois se firmaria na equipe. O primeiro viria a ser negociado junto ao Atlético (MG), antes mesmo do fim do Campeonato Baiano, o segundo passaria o ano quase todo entregue ao departamento médico. O lateral-esquerdo Fabinho e o meia Marcelo Silva eram outras “caras novas”, que se juntariam aos “pratas-da-casa” Juninho, Felipe, Adaílton, Felipe Saad, Paulo Rodrigues, Carlinhos, Xavier, Vinícius, Arivélton, Tiago Matos, Leandro Domingues, Obina e Gilmar. As “estrelas da companhia” eram, sem dúvida, Vampeta e Edílson. O meia ficou por pouco tempo nesta segunda passagem pela Toca do Leão, enquanto o atacante seguiu até o final da temporada.


0 comentários:
Postar um comentário